domingo, 11 de janeiro de 2009

Duas semanas

Uma pessoa que conheço me disse uma vez que estava a mais de seis meses sem fazer sexo. Nunca consegui ficar mais que uma semana. Nunca antes, pois hoje completam duas semanas. E a última vez foi um daqueles tipos de sexo que chamo de "bom". É aquele sexo que só serve para descarregar algumas tensões. É o tipo que não gosto, mas também não odeio. É o tipo que me preenche com um imenso vazio no final. Literalmente é o sexo que me esvazia. Sabia que seria assim e, por isso, por várias vezes evitei.

Nesse meio tempo, da última vez até agora, tive um momento. Um daqueles que me preenchem. Assisti TV, conversei, discuti, sorri... Vivi com alguém por uma tarde e por uma parte da noite.

Foi lindo vê-la dormindo no meu peito. Foi intenso vê-la chorando por causa de nossas vidas tão confusas. Tudo que aconteceu daquela tarde até à noite foi bom. Não foi pouco, mas não é o bastante pra mim. Quero mais que isso e não estou me referindo a sexo. Estou falando desses momentos simples. Esses momentos que me fazem acordar no outro dia com um sorriso gigante nos lábios.

Me pergunto muitas vezes se quero mais disso.

Quero!

Não, não quero.

Uma metade de mim quer lutar contra uma metade que não quer. Por quê? Por vários motivos que não escrevi aqui nesse blog. Por muitas coisas que aconteceram que não registrei. Por coisas que, pelo menos por enquanto, não quero escrever.

Esses dias uma colega postou um comentário dizendo que "tdo q se faz, se paga". Não acredito nisso e não me arrependo do que fiz, mas o fato é que uma luz pisca na minha cabeça ordenando que eu me afaste, pois as chances de me machucar me assustam. Porém, é possível que mais me arrependa das coisas que deixei de fazer que das que fiz e por isso não quero me afastar.

Gosto dessa luta mental que enfrento à procura de uma resposta que só irei encontrar se deixar as coisas acontecerem. Sem forçar nada. Sem apressar. Sem cobrar. Sem querer.

Difícil nisso tudo é controlar minha ansiedade e minha capacidade de convencer, dominar, desejar e terminar com uma pessoa. E é contra essas últimas coisas que luto no momento. Não quero fazer acontecer. Quero que aconteça como aconteceu até aqui: naturalmente.

Sei que se começar como começou antes, em outros tempos, as chaces de terminar como terminou no passado é grande.

Não quero me machucar, mas também não quero machucar ninguém. Quero que aconteça, mas não quero, mais, apressar nada.

E, tirando a saudade que sinto dela e de momentos como esses que narrei, não estou preso a ela. Não me machucaria se nunca mais a visse. Não dependo dela para me divertir. Não dependo dela para conseguir uma boa noite de sono. E é essa não dependência dela que me faz querê-la. E é esse querer que me faz evitá-la.

Complexo? Esquisito? Loucura? Não sei... Como diria o sábio mestre chinês: foda-se!

Não estou triste com essa história, pelo contrário, estou em paz comigo mesmo e acredito ser por isso que estou a praticamente quinze dias sem sexo e acredite, estou bem, obrigado.

2 comentários:

Anônimo disse...

A única coisa que desejei a vc, foi que de fato vc soubesse o que queria neste novo ano, não desejei mal a vc, muito ao contrário, se plantarmos carinho, o receberemos, e assim com o amor... Só não podemos colocar no outro as nossas expectativas, se de fato não sabemos o que queremos. O que é bem diferente do que vc citou no texto.

Boa sorte em sua caminhada, e que você ache a luz no seu caminho.

Beijos

Bárbara disse...

"Complexo? Esquisito? Loucura? Não sei... "

Complexo.... mais uma vez amei o post... Valeu...me fez chorar !

Um super beijo!